A causa de base continua lá
Esse é o motivo mais comum. Se a cirurgia prévia, o diabetes descompensado, o hipotireoidismo ou o uso contínuo de um medicamento que reduz a motilidade seguem sem tratamento, o ambiente que permitiu o supercrescimento continua o mesmo. Veja os fatores que causam SIBO.
A motilidade não voltou ao normal
Entre as refeições, ondas de contração limpam o intestino delgado. Quando esse movimento está lento, as bactérias voltam a se acumular mesmo depois de um tratamento bem conduzido. Esse é um dos alvos do acompanhamento nas semanas seguintes, e a conduta é definida caso a caso.
A dieta restritiva foi usada como tratamento
Dietas como a low FODMAP aliviam sintomas, mas não tratam o supercrescimento, e não devem ser mantidas por tempo indefinido sem acompanhamento. Por outro lado, sair da restrição de uma vez, sem reintrodução orientada, costuma trazer os sintomas de volta rápido e confunde a avaliação.
O diagnóstico pode ter ficado incompleto
Se o exame mediu apenas hidrogênio, um quadro de metano pode ter passado despercebido, e a conduta para SIBO e IMO não é a mesma. Também acontece de o sintoma persistente vir de outra condição associada, como intolerâncias alimentares ou intestino irritável, que precisa de abordagem própria.
O que fazer quando os sintomas voltam?
- não repetir antibiótico por conta própria: ciclos repetidos sem reavaliação trazem risco maior que o benefício
- anotar quando os sintomas voltaram e o que mudou na alimentação, nos medicamentos e na rotina
- rever com o médico a causa de base e os exames já feitos
- reavaliar se é caso de repetir o teste respiratório, e com qual substrato
Um acompanhamento com etapas definidas ajuda justamente nesse ponto: em vez de tratar de novo e esperar, ele acompanha a resposta e ajusta a conduta. É o que organiza o plano de acompanhamento para SIBO, de 12 semanas.
Próximo passo
Se este assunto tem a ver com o que você está sentindo, veja como é o atendimento:
Este conteúdo é educativo e não substitui a avaliação médica individual.